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A BURRICE E A COVARDIA

July 2nd, 2009 · Comente

Madrugada destas tive de descer dois andares para reclamar do barulho q uma tchiurma fazia - risos&gargalhadas as três da matina, qdo tentava deschavar os hieróglifos do Baudrillard. 

A q atribuir o incômodo? Cafajestada explícita? Burrice? Obtusidade córnea?

Olha, convém não esquecer a burrice, a obtusidade: é gente q também não se toca q está a fazer barulho, q está a encher o saco dos vizinhos, do pessoal q mora ao lado, em frente, atrás, em cima, embaixo, nas imediações.

Outra explicação  é devida ao pnb, produto nacional bruto, o idiota q pratica espécie de liberalismo selvagem.

Claro, se nossos prédios não fossem tão escrotamente construídos talvez a apourrinhação não vazasse, pudesse ser contida, ficasse restrita à área da origem. Mas do jeito q são c onstruídos temos de fazer um esforço, temos de nos disciplinar pra não transformar a vida dos vizinhos num inferno.

Curiosa é a covardia humana. Os mais incomodados parecem incapazes de reclamar, são incapazes de reclamar: me refiro aos vizinhos mais próximos, do mesmo andar - quedos e mudos.

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AMORES NEM TÃO PERFEITOS

July 2nd, 2009 · Comente

Gosto de amor perfeito, gosto de tocá-lo (é puro veludo), de vê-lo, curti-lo. Mas não todas as espécies, apenas as de um só cor, pois as de cores duplas criam involuntários&caricaturais desenhos internos, q lembram ora o reizinho do gibi ora o abomninável cão q parece com os políticos da república velha, aquele de bigode e barbicha, saca?

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CONVITE

July 1st, 2009 · Comente

Se v gosta do velho e rude esporte bretão e se gosta de pensar sobre ele - como diriam os franceses, ele é bonne a penser - os textos sob o título COMO DIRIA O DINO, SORRY PERIFERIA são pratos cheios, especialmente o segundo, do Lima. Confira.

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COMO DIRIA O DINO, SORRY PERIFERIA

July 1st, 2009 · 2 Comentrios

O q lerá em negrito batuquei no remoto 2003 em resposta a inteligente&cavalheiresco desafio de um leitor, o engenheiro Lima; escrevia na Gazeta do Povo coluna diária. Ok? 

Sobre o velho e rude esporte bretão: leia o poema do Mallarmé, “A coup de dés”. Ou apenas (?!) medite sobre o celebérrimo verso: “a coup de dés jamais n’abolira le hasard”. Atenção! Hasard não é azar, má sorte!
Não quero desesperá-lo ou deprimi-lo, mas temo que o arsenal matemático não seja capaz de dar conta da imensa tarefa que você está a exigir dele. Em todo o caso, que tal a teoria dos jogos? Conhece o livro “Lutas, jogos, debates”, do Rapaport? Há nos sebos. É da UnB.
Serei acaciano. Futebol é jogo de muitos erros. (Não estou com disposição para expor o que aprendi com o Russo sobre isso, mas não esqueça:
é jogado com os pés. E os pés, por mais que tenham “astúcias de mão”, não são mãos.)

Futebol é jogo de muitos erros. E de muitos acasos. Todo chute está sujeito a erro e acaso. O encontro da bola (em circunferência) com os
pressionados pés, acossados pés, jamais n’abolira le hasard.

Pobres treinadores! Pobres comentaristas! Esse jogo só é tolerável pelo que está aquém e além do previsível. São cinco da manhã; vou dormir. um abraço. carlos alberto”

A VEZS&VOZ DO LIMA

O q lerá abaixo, em grifo, é do já citado engenheiro, Lima, q me reenc ontrou aqui neste canto e mandou ver:

Não é intrigante? Quase 6 anos se passaram e só agora V. me explica(sem o saber, claro) o que o tal de Russo, seu guru, dizia sobre o futebol.
Tenho o restante dos e-mails daquela época.
Que tal retomarmos uma discussão pra valer sobre o “velho e rude…”? De 2003 pra cá, meu arsenal matemático se ampliou, estudei redes neurais artificiais e outras técnicas para perscrutar as entranhas da Caixinha de Surpresas.
Mantenho meu ponto de vista de então: o jogo de futebol é determinado, descritível e previsível. Só depende das Condições Iniciais(leia-se escalações originais dos times envolvidos). Sim, é possível demonstrá-lo e, hoje, estou pronto para fazê-lo, o que não estava em 2003.
Veja o caso do Inter que V. cita como emblemático. O que determinou a má fase foi a mudança naquelas condições iniciais. Acredite, o jogo não é um evento caótico mas é estremamente sensível às mudanças ou mexidas. Como dizia seu colega Dalmo Pessoa(parente?) da antiga Gazeta Esportiva: quem mexe bem vence e quem mexe mal perde. Mas como sabê-lo, por antecipação?
Disse-lhe, em 2003, que V. seria um excelente interlocutor para pensar futebol(sic). Lembrando que segui seus passos na Gazeta do Povo, lendo sua coluna até que V. enveredou para outros temas.
Só para incitar: o jogo, enquanto sistema dinâmico, tem um mecanismo definidor. Nós é que somos toscos demais para enxergar o padrão. O que só é possível fazer via abstração ou pela construção de um modelo adequado.
Fico por aqui.
Lima.

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    Ô ABRE ALAS

    June 30th, 2009 · Comente

    Cara pálida, o texto aí debaixo, em negrito, é do Almir Feijó, tricolor, periquito, alviverde (nesta ordem?).

    Sou do tempo em q o Palmeiras era também conhecido como Periquito. E o timão (vade retro, Satana!), os mosqueteiros. São Paulo? Não pintava na foto! Brigava com a lusa, q ainda não era do canindé, sede dos bambis pré-Morumby.

    CARLINHOS

    Sobre o Carlos Alberto, o capitão de 70, q começou nas Laranjeiras, lá se revelou, de lá foi pra seleção, pro Santos.

    Milênios atrás, programa de tv a entrevistar Gerson&Pelé. Lá pelas tantas o entrevistador lascou esta:

    - Vocês, q seriam titulares em qquer posição… E não completou a asneira porque a dupla, em uníssono, como se tivesse combinado, atalhou:

    - Não! Na lateral direita o Carlinhos é o titular.

    DJALMA X XARÁ

    Entre ele e o Djalma mon couer balance! O negro foi o melhor marcador do mundo q vi - sem igual! E sem fazer falta! Mas da intermediária do adversário pra frente o xará excedia. E q classe! A jogar de beque (laterais não são beques, são médios, halves na nomenclatura original do joguinho), a jogar de beque, Carlinhos não cabeceou uma bola, não a feriu com o bico, não sujou a meia, qto mais o calção! Sempre de pé, carrinho nem no mercado. Um senhor. Um craque. Q sonho rever no Flu, a comandar o futebol de cima abaixo. Até o dia em q confundir o Pelé com o Zoca. Leia o Almir. E veja q time tinha o Parmera nos anos dourados. Melhor q o do Almir só este: Valdir; DDias-Carabina; DSantos-Dudu-Ferrari; Julinho-Servílio-Tupã-Admirável da Guia-Rinaldo.

    RECUERDOS DE IPACARAÍ

    Meu primeiro jogo ao vivo e a cores do Parmera foi em 67, pelo finado Robertão. O time base era Perez, Djalma, Baldochi, Nelson e Zeca; Dudu e Divino; Edu (depois Fedato), Leiva, Madruga e Nei. Brandão era o treineiro. Exatos dez anos depois, redator da Ogilvy em Sampa, cruzei com Ademir na rua. Fui pedir um autógrafo, da boca saiu um som semelhante a um glissando de harpa e um baloon vazio, de HQ, sem nada escrito. Aconteceu o mesmo com o Rivelino, ele já no Flu: não consegui falar. Contei a história pro Requião numa mesa de bar anos depois. Ele cruzou com o Carlos Alberto e arrancou do capita uma assinatura em meu nome. Não significava o mesmo pra mim, mas tenho até hoje, numa moldura. Ao lado, com dedicatória, uma jamegão do Francis Coppola.
    A.

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    EQUALIZOU

    June 30th, 2009 · Comente

    Nelson Rodrigues repetia: na televisão brasileira os programas nobres ocupam os horários vis e os programas vis os horários nobres.

    Se o Nelson fosse vivo e visse os programas locais de futebol das tvs não locais certamente diria: enfim, o monopólio! Os programas vis também vão ao ar nos horários vis.

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    ALMIR FEIJÓ AO VIVO&CORES(RUBRO&VERMELHO)

    June 29th, 2009 · 2 Comentrios

    Curitiba é a sede dos dois melhores críticos de cinema do Brasil, Lélio Sottomaior Jºr e Almir Feijó. O livro do Almir, “DESCRÍTICAS”, é ofuscante: brilhante 24 vezes por segundo.

    Se v gosta de cinema e gosta de ler bípedes a escrever sobre cinema, o cara é o Feijó. Q tem sítio na rede&link aqui. Veja o q faz com os atores ingleses de “Copenhagen”  no parágrafo abaixo, em negrito; é o Almir Feijó ao vivo e em cores. (Alguém precisa reunir e editar as críticas do Lélio, todas. Ou pelo menos uma generosa antologia.)

    Gosto de ‘Copenhagen’. Só que o elenco semiletrado, parvo (Stephen Rea, como Bhor; Daniel Craig, Heisenberg; Francesca Annis, Margrethe), não leu o livro: mal sabe do que está falando. Ser inglês ou francês, ter lido Shakes ou Moliére, saber recitar o pentâmetro imbâmbico, é - mais do que pouco - pouquíssimo. Não dá bagagem genética a ninguém. E a profundidade desses caras é de… é de… é de pires. E de pires raso!
    (A.)

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    UMA BOA IDÉIA

    June 29th, 2009 · Comente

    A q horas do dia v prefere q homens e máquinas saiam a campo para levar ao ar obras&reformas na cidade q cresce, aparece, desaparece? Pela manhã? Pela tarde? A noite?

    Lembre, Curitiba se aproxima de dois milhões de habitantes, o número de carros em circulação se aproxima de um milhão, estamos longe do burgo frio q abrigava tribos q se alimentavam de pinhões, na mal compreendida brincadeira do Fernando Pessoa, não o gênio português, mas o jornalista nordestino, comprido&mal acabado como a Belém-Brasília.

    O pessoal q dorme pela manhã, como o locutor q vos fala, por exemplo, votaria na tarde-noite; mas somos desunida, minúscula  minoria em termos percentuais; certamente seríamos voto vencido. (Na vizinhança um martelo se esforça para reanimar minha velha úlcera de duodeno.)

    O grosso (em calibre) da população escolheria o dia? A noite? Sinceramente, não sei. Todo turno tem vantagem e desvantagem: a noite o barulho perturbará o justo sono dos contribuintes-cidadãos-eleitores; de dia as obras tornarão infernal o trânsito, o tráfico, o tráfego, o trabalho.

    - E agora? O q fazer?

    - O vereador João do Suco, do PSDB, teve uma idéia q merece ser acolhida: no centro da cidade pequenas obras podem&devem ser executadas a noite,  como a pintura das faixas de trânsito, trocas de lâmpadas em postos, recuperação de asfalto e otras cositas más. Voto com o relator; os transtornos serão bem menores, mais palatáveis.

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    O SÁBIO

    June 28th, 2009 · 2 Comentrios

    Vamos ouvir o sábio, pedia o Nelson Rodrigues no apê do Marcelo Soares de Moura, no Rio, ao meio de discussão infernal sobre a seleção. O sábio era o Russo, Adolfo Milman, o cara q mais manjou de bola no mundo, mundo, vasto mundo, na minha (i)modesta opinião, mas não somente na minha.

    O Russo apontava pra algo bastante curioso: o tempo q leva pra armar uma equipe e o tempo q leva pra essa equipe desandar: é muito raro armar de um dia pro outro; mas a maionese desanda velozmente. Veja o caso atualíssimo do Inter.

    Tudo começou com a contusão do Nilmar na vitória sobre o Coritiba em Porto Alegre, pela Copa Brasil, lembra? De lá pra cá a excelente equipe se diluiu, não ganhou mais nada.

    Como será hoje contra os Coxas? Dá-lhe, Coxa!

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    FIQUE ATENTO; NÃO PERCA

    June 28th, 2009 · 2 Comentrios

    Copenhague (1998) de Michael Frayn é denso-tenso diálogo entre os gênios Niels Bohr e Werner Heisenberg com o testemunho e participação da mulher de Bohr. Eles, um cenário (a casa de Bohr) e + nada!

    Não, não vi a peça nem a li; revi hoje de madrugada o filme, mas não do começo, peguei a coisa a andar, novamente. Por isso não sei quem dirigiu, quem adaptou pro cinema, nada; só sei q é produção da BBC e um dos atores é o inglês, loiro de olhos azuis, q andou a brincar de OO7; não sei o nome, mas é bom ator. O outro, q fez o papel de Bohr, nunca vi mais gordo - mas é bom também. Nem poderia ser diferente; parece q não há  maus atores ingleses… também, com aquele teatro… até eu.

    O tema é moral, detonado pela construção da bomba atômica, finalmente lançada sobre hiroshima-nagazaki pelos americanos. São subtemas o papel do cientista, sua relação com o político e a pátria. Vão ao ar também como Heisenberg teve o saque da complementaridade, e curto, orgulhoso, empolgante hino ao Homem feito por Bohr ao sumariar a revolução iniciada por Einstein (pronuncia-se Aistain), q simplesmente recolocou o homem no centro, tirou-o da periferia.

    É obra pra bípedes.

    P.S.:

    Ah! O lance rolou no canal-32, tvFutura, Lúmen, um dos piores canais de tv, um dos grandes desperdícios da tv; não sei se pinta na tv aberta ou se v tem de ter assinatura.

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