Fui a pé até a praceca em frente do Círculo; no caminho fui surpreendido por soberbo GUAPURUVU na ala do Guaíra da Amintas de Barros. Quase me comovi diante de tanta beleza! E outra vez me senti isolado em meio à idiota indiferença da massa q vai&vem&nãovê&nãosetoca!
Cansado, suado, com sede, fiz panorâmica de 180º e vi apenas sórdidos sítios cheios de sórdidos humanos; decidi me refugiar no discreto&elegante bar do Mabu. Q encontrei vazio, temperatura ambiente próxima do glacial – aleluia! ALELUIA! AH!LELUIA!
Prontamente atendido, pedi guaraná, fui servido, bebi. E assim estava, como Inês, posto em sossego, sozinho&feliz com a minha solidão, contente por estar num ambiente civilizado, quando clarinada cafajeste me despertou do doce transe: na acesa tevê de 890 milhões de polegadas a UR repugnante bocamole penélopenosaco! Se não fosse rápido mancharia de bílis o balcão. Até tu, Mabu? A bárbara lepra é ubíqüa! Onde se refugiar?
4 responses so far ↓
1 sb // fev 6, 2010 at 12:13
Assim é difícil fazer algum comentário.
Mas aqui, da minha imbelicidade, fico pesnando o que seria de um encontro seu com os amigos ilustradores botânicos.
Aquela gente é asim, pára , olha, admira com passeio de 180 graus… uma , duas , três vezes, o dia inteiro.
É timbaúva,Guapuruvu, Tamareira, Paineira , Pinheiro do Paraná, Nogueira…
Você certamente já conhece o trabalho deles, sobre as 21 espécies arbóreas de Curitiba, todas protegidas por um decreto municipal?
Tem até um livro sobre o tema: ” Arvores Históricas”.
Protegidas, mas nem tanto!
2 Alfrelinho // fev 6, 2010 at 12:55
Querido Nêgo, vc precisa se tornar mais taoísta e deixar de sair do Nirvana para entrar no Érebo tão rápido. Concordo plenamente com a sua percepção da incivilidade galopante, mas procuro – nem sempre com sucesso, confesso – me manter nos melhores momentos. O que é um gauapuruvu na comparação com um idiota? É um Buda – fique com ele, pois. Grande abraço!
3 nego // fev 6, 2010 at 14:19
Sérgio, caríssimo:
lembra a letra – Não faça idéias ERRADAS DE MIM?
Também sou completamente analfabeto em árvores!
Q gosto de ver, de observar, de curtir.
Mas não como cientista, e sim como fã, macaca de auditório.
Diante do Guapuruvu do Guaíra, por exemplo,
tive um xilique, desmunhequei (q vergonha!), me flagrei a dar gritinhos:
- LINNNNNDO! (Qqéisso, carlosalberto?
O livro “Árvores de Curitiba” é do Chico Cardoso,
jornalista; o livro é muito bom! Está esgotado. Merece segunda edição.
V encontra o bicho, pra consulta, na casa da memória; lá eu o curti e tomei notas.
Cardoso é u ma flor de pessoa: me mandou o livro em PDF, PÊ! DÊ! EFE!
Não vá fazer confusão, trocar a ordem das letras, passá-las pra FDP!
E o COXA?
4 sb // fev 6, 2010 at 16:03
Líder invicto no STJ, do Paranaense…
Lembra do que me respondeu no começo da semana, sobre o Flu?
Pois é, o poema de Camões que fala do amor…
Nós bobos que amamos somos assim.
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